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66 dias depois

Somos sobreviventes.


Nenhuma obra é fácil, mas uma obra em Portugal tem alguns agravantes, sim.


O primeiro, a comunicação. Em português já é difícil (são termos e expressões muito diferentes), imagine então quando tens um russo, um indiano e um cidadão de etnia não identificada, praticamente uma sala de espera do SEF, toda ali na sua obra. Quando eles se entendem entre eles, já é meio caminho andado, mas muita vezes nem isso acontece. É comum brigarem no meio da sua casa, na frente dos seus filhos, na maior naturalidade. Mas ainda estás no lucro, se a obra começar e terminar (nem digo no prazo, mas apenas terminar mesmo). Porque sem aviso prévio, a sua obra pode ser abandonada. Ficas com o barbequim na mão sem saber o que fazer.


Problema número dois, comprometimento. Claro que há empresas mais sérias e responsáveis, mas a verdade é que em Portugal estão todos CHEIOS de serviços e leva prioridade aquela que for mais rentável naquele momento. E para além da mão de obra, ainda diria que material também é uma complicação extra nessa lista. São poucas opções de lojas, o mercado acaba dominado por uma ou duas grandes redes e ficas na mãos da má disposição dos atendentes, da confusão informática de sistemas que nunca se comunicam entre uma unidade e outra, da incapacidade de entender que o cliente precisa de uma solução e não de promessas que não se cumprem.


Não é fácil. Mas a gente respira fundo, abre um vinho, faz uma dancinha pra descontrair e imagina que depois vai valer a pena. Se fosse tudo assim, num estalar de dedos, não teria graça e, acima de tudo, não haveriam os aprendizados.

Seguimos.

Porque ainda há mais capítulos neste #pedabliosemobras


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